Presidente Campos Salles

Cemitério da Consolação
Jazigo de Manuel Ferraz de Campos Salles

Acessado por uma larga escadaria, chegamos à base tumular do magnífico conjunto escultórico composto de granito, mármore e bronze. O conjunto é envolvido por uma parede em mármore e granito em forma de “U”. Em cada extremidade dessa parede representando a entrada, sob um pedestal ergue-se, uma de cada lado, uma escultura em bronze, representando as guardiãs do tumulo.

Vista geral do jazigo do ex-presidente Campos Sales. Foto: Janeiro/2012
Vista geral do jazigo do ex-presidente Campos Sales. Foto: Janeiro/2012
Nas seis placas de mármore branco no muro, constam os dizeres:
“Propagandista da República, Ministro da Justiça no Governo Provisório, Presidente do Estado de São Paulo, Presidente da República;
O propagandista não se desmentiu no governo;
A República consagrou mais de trinta annos de sua existência;
Não suspendeu uma só garantia, nem violou nenhuma liberdade;
13 de fevereiro de 1841 – 28 de junho de 1913.”
Homenagem da Câmara Municipal e do Governo do Estado – 1921.
Do lado esquerdo, uma figura feminina com um manto e véu, segura contra o corpo uma coroa de flores com uma espada, simbolizando a vitória e a justiça.
Do lado esquerdo, uma figura feminina com um manto e véu, segura contra o corpo uma coroa de flores com uma espada, simbolizando a vitória e a justiça.
Do lado direito, outra figura feminina também coberta por um grande manto, segura com uma das mãos uma concha cuneada que representa a fartura e na outra mão, contra o corpo um livro representando a promessa cumprida e a observância das Leis Divinas.
Do lado direito, outra figura feminina também coberta por um grande manto, segura com uma das mãos uma concha cuneada que representa a fartura e na outra mão, contra o corpo um livro representando a promessa cumprida e a observância das Leis Divinas.
No centro tumular chama a atenção o símbolo da republica, uma escultura em bronze, representando por uma figura feminina, inspirado na liberdade Pátria, com o olhar decidido, sensual e recatado, segurando com uma das mãos junto ao corpo, flores. Com a outra mão estendida coloca um ramo de flor triunfal sobre o esquife do presidente (flores essas que foram roubadas, pois não estão mais sobre o túmulo).
No centro tumular chama a atenção o símbolo da republica, uma escultura em bronze, representando por uma figura feminina, inspirado na liberdade Pátria, com o olhar decidido, sensual e recatado, segurando com uma das mãos junto ao corpo, flores. Com a outra mão estendida coloca um ramo de flor triunfal sobre o esquife do presidente (flores essas que foram roubadas, pois não estão mais sobre o túmulo).
Logo atrás do conjunto ergue-se como se fosse um altar, em granito decorado, destacando num requadro na parte central, um relevo circular em mármore branco com o busto do presidente. Logo acima uma escultura do brasão da República ricamente detalhado em bronze.
Logo atrás do conjunto ergue-se como se fosse um altar, em granito decorado, destacando num requadro na parte central, um relevo circular em mármore branco com o busto do presidente. Logo acima uma escultura do brasão da República ricamente detalhado em bronze.
GEDSC DIGITAL CAMERA
Detalhe aproximado da parte central do jazigo.
Detalhe da coroa que adorna o jazigo do presidente.
Detalhe da coroa que adorna o jazigo do presidente.

Presidente Campos Salles 15

Obra intitulada “Tributo as República” de autoria de Rodolfo Bernardelli. Está localizada na Quadra 82 do Cemitério da Consolação.
A descrição tumular acima e constante nas legendas é de autoria de Hélio Rubiales. Todas as fotos são de autoria de Felipe Alexandre Herculano

Quem foi Manuel Ferraz de Campos Sales?

Nascido em Campinas, 15 de fevereiro de 1841 e falecido em Santos, 28 de junho de 1913 foi um advogado e político brasileiro, terceiro presidente do estado de São Paulo, de 1896 a 1897 e o quarto presidente da República, entre 1898 e 1902. Bacharel em direito pela Faculdade de Direito de São Paulo da turma de 1863, Campos Sales ingressou, logo após se formar, no Partido Liberal. A seguir, participou da criação do Partido Republicano Paulista (PRP), em 1873, sendo, portanto, um republicano histórico.

Foi deputado provincial de 1867 a 1871, vereador (1872), novamente deputado provincial (1881), deputado geral, (hoje se diz deputado federal), de 1885 a 1888, e deputado provincial (1889), sempre pelo PRP. Foi um dos três únicos republicanos a serem eleitos deputados gerais durante o Império do Brasil.
Com a Proclamação da República, foi nomeado Ministro da Justiça do governo provisório de Deodoro da Fonseca quando promoveu a instituição do casamento civil e iniciou a elaboração de um Código Civil na República. Substituiu o Código Criminal do Império de 1830, pelo Código Penal da República, através do decreto nº 847, de 11 de outubro de 1890.

Foi eleito senador da república em 1891, mas renunciou ao cargo, em 1896, para se tornar presidente do estado de São Paulo, cargo que exerceu até 1897, quando renunciou para poder ser candidato à presidência da república. Na comissão de justiça do Senado Federal, trabalhou, entre outros, no projeto de lei sobre crimes de responsabilidade do presidente da república.

Como governador, na época se dizia presidente, enfrentou um surto de febre amarela em todo o estado, um conflito na colônia italiana na capital, uma onda de violência na cidade de Araraquara, no episódio que ficou conhecido como Linchaquara, e enviou tropas estaduais para combater na Guerra de Canudos.

Campos Sales recebeu o apelido de Campos Selos, por causa do imposto do selo, sendo vaiado ao deixar a presidência também por causa de sua política de ajuste financeiro que incluíra a retirada de circulação de papel-moeda, o que dificultou o consumo interno e o comércio, política econômica essa que fora mal compreendida pela população brasileira.

Após o mandato presidencial, foi senador por São Paulo e diplomata na Argentina onde trabalhou com Júlio Roca que também era diplomata e do qual ficara amigo quando ambos foram presidentes. Durante as articulações (demárches) para a eleição presidencial de 1914, seu nome chegou a ser lembrado para a presidência da república, mas faleceu repentinamente, em 1913, quando passava por dificuldades financeiras.

Fonte: Wikipedia.

Anúncios

Um comentário sobre “Presidente Campos Salles

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s